Exibindo artigos de junho de 2011
30
jun 2011

Depoimento de Aluno

“O IOS é um novo lugar onde me sinto bem, com dúvidas, pontos difíceis, erros cometidos que me ajudaram a progredir! É um lugar descontraído e que sempre traz mais curiosidades e interesse pelo estudo”.

Guilherme dos Santos 1

Guilherme dos Santos
Unidade Lapa

28
jun 2011

Você no mercado de trabalho: aproveite!

Na próxima semana o IOS abre inscrições para a capacitação profissional de jovens. As vagas estarão disponíveis nas sete Unidades de Acompanhamento de São Paulo e no IOS Joinville.

Mas, atenção: para se tornar um aluno IOS em 2011 é necessário ficar atento às informações disponibilizadas aqui, preencher corretamente a ficha de inscrição e entregá-la na Unidade escolhida por você para realizar o treinamento.

Venha fazer parte dessa time

Ex-aluno IOS também pode se inscrever para outros cursos disponibilizados e ainda concorrer a prêmios incríveis, como um Netbook novinho! Saiba mais sobre essa super gincana aqui.

Dúvidas? Clique aqui e fique por dentro!

Não fique de fora. Essa é uma chance única de transformar o seu futuro!

22
jun 2011

Depoimento de Aluna

“Se fosse resumir o que significa IOS para mim, o faria em apenas uma palavra: oportunidade – que agarro com unhas e dentes, pois sei que vai contar muito para o meu crescimento profissional e pessoal.

O IOS não é apenas um curso do sistema Protheus, já que passamos a manhã inteira com pessoas, com colegas de turma, com amigos. Considero minha ‘segunda família’, pois aprendo a cada dia, com cada pessoa e com os instrutores do IOS – que considero amigos, pois então sempre nos apoiando, nos incentivando a dar os primeiros passos para ingressar no mercado de trabalho”.

Daniela Santos 1

Daniela Santos
Unidade Joinville

20
jun 2011

Depoimento de Aluno

“Para mim, é mais que um curso: é uma família! Aquelas pessoas que nos dão conhecimento nos dão também mais responsabilidade e nos ajudam a ter mais maturidade.

As pessoas que nos ensinam (professores e instrutores) às vezes fazem tanto por tão pouco, pensam no próximo com amor e nos ensinam a pensar da mesma forma, através de pequenos gestos.

O curso do IOS nos passa conhecimento e, o mais importante, amor ao próximo. E isto, faz-nos, acima de tudo, cidadãos sempre vencedores na vida; afinal, conhecimento e amor não têm preço.

IOS, obrigado por tanto que tem me ensinado em tão pouco tempo.

O IOS, eu aprovo e recomendo!”

Renato Preto

Renato Preto
Unidade Sumaré

17
jun 2011

Sempre prontos

Os alunos da segunda turma de pessoas com deficiência encerram o treinamento apenas em agosto. Todavia, a preparação para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) está a mil! Logo no início de abril eles já deram as primeiras amostras do que estão preparando para as apresentações finais. E, claro, foram todos incríveis!

Turma de PCDs e professores

Divididos em quatro equipes, criaram produtos e empresas que fariam sucesso no mercado econômico real e uma série de aparatos baseados em componentes do marketing que admirariam muitas corporações. Orientados pelo instrutor de TI Marcos Silva Barbosa, contaram também com o apoio da intérprete de libras Regina Casemira na hora de impressionar a plateia. E conseguiram!

Roseli Melo  Denis Leonardo Ricardo  Aline de Morais e

A primeira equipe – composta pelos alunos Roseli Melo, Denis Leonardo Ricardo, Aline de Morais e Philipe Teixeira – apresentou a Revista Nova Era. Focada no público com deficiência, o veículo é impresso em braile e vem acompanhado de áudio. O segundo grupo – formado por Renata Aparecida Tunes, Josecleiton Rufino e Marcelo Cardoso –, por sua vez, mostrou consciência ecológica: Eco Brasil Calçados é a empresa que investe no mercado ecológico através da produção de calçados feitos de pneus reciclados. A matéria-prima, que leva cerca de 600 anos para se decompor na natureza, resulta em um produto diferenciado, encontrado em diversos pontos de venda e pela internet.

Renata Aparecida Tunes  Josecleiton Rufino e Marcelo Ca

Com a promessa de animar diversas famílias brasileiras, a equipe “Os Vencedores” – Lucilene Zanini, Isaías Barbosa, Rafaela de Queiroz e Joel Alves – apresentou o Consórcio Sonho. Com o slogan “Uma grande marca realizando um grande sonho”, a empresa conta com um organograma estruturado, dados compatíveis aos do mercado, investimentos ambiciosos (hotéis para hospedar a CBF e shows) e ainda premiará os 50 primeiros compradores com um jogo de cozinha completo. Mesmo com tanta confiança, a empresa criada pelos alunos está atenta a ameaças como a última grande crise financeira que abalou o mundo.

Lucilene Zanini  Isa  as Barbosa  Rafaela de Queiroz e

Por fim, Memory Brindes se mostrou pronta para atender as mais variadas necessidades de seus clientes, através das linhas: convencional, luxo e ecológica. Seja com canetas, agendas ou tintas (para canetas e impressoras a laser), os alunos Paulo Francisco da Silva Junior, Lina Tanaka Ferreira e Caio Eduardo da Silva Correa informaram que os produtos, após chegarem da China, são personalizados (serigrafia ou laser). Somado a este diferencial, o preço e o atendimento da empresa são bastante atrativos.

Paulo Francisco da Silva Junior  Lina Tanaka Ferreira e

Empenhados, os alunos deixaram a plateia curiosa sobre o que está por vir. Vamos aguardar?

16
jun 2011

Depoimento de Aluna

“O IOS é um curso capacitador, que qualifica o meu conhecimento na área de TI perante o mercado de trabalho! Ele me disponibiliza a chance de me destacar no mercado e não ser ‘mais uma’. Com este curso, sei que minhas chances de emprego vão aumentar!

Tenho muita sorte de ter conhecido o IOS e, além de tudo, ser aluna dele. Estarei à frente nas vagas de emprego e vencerei todos os obstáculos diante de mim, destacando-me cada vez mais!”.

Ver  nica de Oliveira Ramos 1

Verônica de Oliveira Ramos
Unidade Sumaré

15
jun 2011

Os bastidores do II Congresso IOS

Quem veio ao II Congresso IOS de Inclusão de Pessoas com Deficiência e Jovens no Mercado de Trabalho ou está acompanhando suas notícias talvez nem imagine que o dia 20 de maio foi o resultado de muito trabalho e meses de dedicação. Sejam experientes ou iniciantes, esforços de diversas pessoas foram unidos para o sucesso do evento. Conheça, agora, um pouco mais dos oito jovens estudantes do IOS que atuaram voluntariamente no congresso e contribuíram para seu sucesso.

Jovens IOS volunt  rios no 2   Congresso

Eles se ausentaram de compromissos rotineiros, vestiram a camisa e visitaram as mais diversas áreas do maior evento de promoção da empregabilidade socialmente responsável do Instituto. Seja na organização dos materiais de apoio, no auxílio durante o coffee break e o brunch, na recepção dos inscritos e palestrantes, esses jovens cativaram, informaram, aprenderam e até se emocionaram ao longo do congresso. Dayani Costa (17 anos), aluna da Unidade Jabaquara, define sua atuação como uma oportunidade de troca de conhecimentos: “Eu vi o retorno do meu trabalho. Enquanto ajudava no evento a equipe do IOS e a TOTVS me davam experiência”.

A mutualidade também foi notada por Rodrigo da Luz Almeida. Após indicação do instrutor de TI Gustavo Govoni, o treinando de 17 anos e aluno do IOS Lapa fez de sua pró-atividade uma importante ferramenta de trabalho no evento: “O Gustavo comentou sobre meu desempenho; sou comunicativo e atencioso – o que é fundamental para esta atuação. Quando cheguei aqui, apresentaram-me a TOTVS. Depois, eu a apresentei aos visitantes!”.

Interessados  jovens acompanham os processos do Congres

Igualmente convidada por Gustavo para atuar no congresso, Rebeca Scalca, 16 anos, precisou se ausentar do colégio por dois dias. “Mas valeu a pena! Foi o primeiro evento IOS que participei. O Gustavo me explicou as atividades e disse que meu dinamismo e participação nas aulas contaram pontos para que eu fosse escolhida”, conta. Formada pela Camp Oeste – instituição parceira do Instituto –, afirma que oportunidades como esta acrescentam muito ao seu profissionalismo, já que pode aplicar as noções comportamentais que aprende em sala.

Raiani Teles, da Unidade Santana, também se preocupa com seu futuro profissional. Apresentada ao IOS pela amiga Bruna Miranda (formada em julho de 2010 e atualmente contratada pela empresa Guaratinguetá), a jovem de 18 anos avalia que a experiência conquistada no evento pode lhe ajudar a obter vitórias maiores, como uma vaga no departamento contábil da TOTVS. Cursando o primeiro ano do ensino superior de Contábeis, Raiani pretende trabalhar na área.

Preparativos finais antes do evento

Cheios de excelentes qualidades, como iniciativa, facilidade para trabalhar em equipe, disposição e força de vontade, os alunos Raphael Meireles (17 anos) – da Unidade Jabaquara –, Karina Vilela (18 anos) e Caio Silveira (15 anos) – ambos do IOS Sumaré – também fizeram bonito no evento. Sempre atenciosos, contribuíram para criar um ambiente agradável aos presentes.

Da organiza    o    recep    o ao p  blico  jovens atua

Da Unidade Santana, Lucas Souza, de 15 anos, também fez sua parte. Único aluno a atuar também no valet do evento, foi o primeiro contato entre o público que chegava e o IOS. Com notas e postura que chamaram a atenção da instrutora de TI Letícia França, o jovem contou que esta foi sua primeira aproximação ao mercado de trabalho: “Aprendi muito no evento: o contato com diferentes pessoas, a importância da superação. A palestra sobre as pessoas com deficiência também foi interessante. Sou um aluno centrado. Por isso, vejo que minha contribuição no atendimento ao público do congresso foi, principalmente, o fato de sempre estar atento ao que acontece meu redor”. Curiosamente, Lucas já teve planos profissionais bem distintos da área de Tecnologia da Informação, contemplada nos treinamentos – sonhava ser médico ou engenheiro civil. Conquistado pelo curso do IOS, pensa agora nas oportunidades ligadas à área de Matemática – também oferecida na capacitação.

A atua    o dos jovens foi essencial para o Congresso I

O próximo evento IOS que os alunos participarão será a própria formatura, a se realizar em julho de 2011. Cheios de expectativas, eles e mais de 500 jovens de São Paulo estão em fase de finalização de TCC e outros trabalhos, enchendo os professores de orgulho e, certamente, já deixando saudades.

Para conferir o material de apoio desta e de outras palestras do II Congresso IOS de Inclusão de Pessoas com Deficiência e Jovens no Mercado de Trabalho, clique aqui.

14
jun 2011

Cases empresariais mostram a prática da inclusão durante congresso do IOS

Três empresas. Três cases. Três diferentes formas de aplicar as legislações inclusivas. E um só objetivo: colaborar para o progresso da sociedade. Foi com este propósito que reunimos no II Congresso IOS de Inclusão de Pessoas com Deficiência e Jovens no Mercado de Trabalho as empresas Certisign, Deloitte e Itaú Unibanco.

La  s Silveira  da Certisign

Conhecer corporações que aplicam as Leis de Cotas (n°. 8.213) e de Aprendizagem (n°. 10.097) é uma interessante experiência até para as empresas que ainda não começaram a incluir. No painel “A inclusão gerando cases de sucesso empresarial”, o público interagiu não somente com os profissionais de Recursos Humanos que palestraram, mas também com pessoas com deficiência contratados por eles.

Apresentando a Certisign, a psicóloga e gerente de Recursos Humanos Laís Silveira falou sobre o grande potencial que os jovens contratados por sua empresa – em parceria com o IOS e com a Camp Oeste – têm a oferecer. Sob o tema “Jovem – ferramenta de sucesso”, Laís mostrou uma bela forma de investir hoje no futuro do país: recebendo os jovens, contratados em setembro de 2010, com respeito e em um ambiente profissional de qualidade, a inclusão vira troca de conhecimentos.

La  s mostra lo sucesso da contrata    o de jovens IOS

Mas, isso não é tudo: “A parceria é fundamental na seleção. Todas as áreas da empresa têm que abraçar a iniciativa, se envolvendo com carinho e participando ativamente dela”, indica Laís. Na Certisign, a confiança no potencial dos jovens é tamanha que os aprendizes possuem liberdade para solicitar aperfeiçoamentos no programa de carreira, além de participarem de job rotations semestrais.

Em seguida, Leandro Augusto do Amaral, psicólogo e responsável pela área de Gestão da Diversidade da Deloitte no Brasil, mostrou como desenvolver (pessoal e socialmente) o profissional com deficiência, trabalhando a ação social como geradora de autonomia e auto-suficiência para os mesmos – com o compromisso de incluí-los adequadamente, respeitando suas diferenças.

Leandro Amaral  da Deloitte

Atuando também com outros programas inclusivos na empresa, Leandro apontou “Os desafios e os benefícios de se conviver com a diversidade”, tema de sua palestra. Ao contar um pouco da trajetória da Deloitte antes e depois da inclusão de pessoas com deficiência, o psicólogo brincou: “Um dia, já estive no lugar de vocês: não sabia nada sobre cotas”. E, com franqueza, expôs os caminhos que levaram a Deloitte a ser, hoje, referência em inclusão profissional: a empresa pagou as multas (por não contratar a quantidade correta de pessoas com deficiência) até o momento em que elas viraram processo judicial. As corporações ligadas a ela, ao saberem, buscaram imediato desligamento. A Deloitte, então, viu que fugir não era o melhor caminho.

Leandro fala do trabalho da Deloitte com PCDs

Atualmente, com as pendências praticamente resolvidas, a empresa apresenta dossiês semestrais para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e para a Delegacia Regional Trabalho. Durante os processos de recrutamento e seleção para atingir este patamar, Leandro percebeu que a cultura da Deloitte não era muito burocrática e resolveu mudar: “O esforço precisava vir de cima para baixo, da presidência para as outras áreas. Somente o RH se esforçar para cumprir a cota não dava”.

Por isso, além da contratação, passaram a conscientizar os funcionários para receberem de forma natural as pessoas com deficiência contratadas: “Meu objetivo não era cumprir a cota, mas fazer todos os funcionários realizarem um bom trabalho”. E completa:

“Entender o objetivo da contratação é primordial. Se ela acontece simplesmente para o cumprimento da cota está errada. É necessário realizá-la de maneira adequada: a empresa toda deve comprar a ideia, independente se os interesses são financeiros, sociais, a cultura empresarial. A empresa tem que querer fazer; não dá para esperar que a solução caia do céu”.

Patricia Henderson  do Ita   Unibanco

Ao perceber isso, Leandro abraçou todos os âmbitos para a concretização de uma cultura inclusiva: buscou o desenvolvimento a nível social dos profissionais com deficiência, pagando-lhes a faculdade – benefício previsto no Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta (TAC) –, focou esforços igualmente nos gestores, além de lançar a “Deloitte Inclui”, através da criação de campanhas publicitárias, entrega de guias para os colaboradores e do apoio de consultorias como a Talento Incluir.

Com mais de 4000 profissionais com deficiência espalhados por todo o país, a última empresa a se apresentar no painel antes da “Sessão Perguntas e Respostas” do congresso foi o Itaú Unibanco. Com a palestra “A diversidade inserida na estratégia corporativa”, Patricia Araujo Henderson, gerente responsável pela área de Diversidade da empresa, provou que a responsável criação de oportunidades pode apontar grandes profissionais nos mais variados lugares. Isso é tão essencial no Itaú que, segundo Patricia, algumas das pessoas com deficiência contratadas nem mesmo tinham onde morar antes do emprego e viviam em abrigos.

Neymar  colaborador do Ita   Unibanco  acompanha Patric

Outro diferencial do Itaú é estender a inclusão desses profissionais a todas as áreas da empresa e não definir seus salários pela deficiência, mas por meritocracia – assim como ocorre com os demais colaboradores. Acompanhando a palestrante, Neymar (deficiente visual e colaborador da área administrativa), falou sobre a experiência de fazer parte de uma corporação da magnitude do Itaú Unibanco:

“É a oportunidade de estar em um mundo onde antes eu não poderia. Fazia 05 anos que eu havia perdido a visão quando entrei no processo seletivo da Febraban. Hoje, estar no Itaú é algo magistral. Proporcionou uma ‘visão’ que antes eu não tinha”.

Palestrantes participam de painel sobre inclus  o profi

Para conquistar tais méritos, os palestrantes deram diversas dicas. De acordo com Laís, o pontapé inicial para a inclusão profissional é “Sentir a necessidade da empresa. Fazer comitês, discutir as necessidades do RH. É preciso entender o approach”. Patrícia complementa: “É importante descobrir como se tornar um item essencial na agenda do gestor. Se ele só enxerga números, apresente números!” A conscientização do profissional com deficiência é igualmente importante, segundo Leandro: “Ele tem que ver que trabalhando hoje terá benefícios maiores amanhã”.

Para conferir o material de apoio desta e de outras palestras do II Congresso IOS de Inclusão de Pessoas com Deficiência e Jovens no Mercado de Trabalho, clique aqui.

13
jun 2011

Brincadeiras e verdades

Ainda que relacionadas a públicos diferentes, as cotas para pessoas com deficiência e aprendizes ainda causam certa confusão entre os profissionais da área de Relações Humanas. Por isso, nada melhor que o maior especialista no assunto em São Paulo para explicar como colocar a Lei da Aprendizagem (n°. 10.097) em prática e aproveitar seus benefícios.

Jos   Roberto de Melo

Superintendente Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), José Roberto de Melo trouxe para o II Congresso IOS de Inclusão de Pessoas com Deficiência e Jovens no Mercado de Trabalho o mesmo entusiasmo que apresentou na primeira edição do evento, em 2010. Para abordar o tema “Lei da Aprendizagem – Tornando o jovem uma mão de obra qualificada”, o palestrante respondeu a todos os questionamentos do público e mostrou que a fiscalização é rígida, mas sempre avalia os esforços da empresa:

”Buscamos todas as formas possíveis para a empresa realizar a contratação. O MTE entende que não é possível trabalhar as cotas sobrepostas enquanto durar o programa de aprendizagem. Mas, uma cota não anula a outra”.

Melo tira d  vidas sobre as lesgisla    es que incluem

Com tal argumentação, Melo esclareceu de uma vez a recorrente dúvida sobre o cumprimento da Lei da Aprendizagem e da Lei de Cotas (n°. 8.213) em paralelo, uma vez que a empresa contrate aprendizes com deficiência. Um dado curioso levantado por ele e que igualmente envolve a contratação de profissionais com deficiência diz respeito às empresas de pequeno porte de São Paulo. Embora sem a necessidade obrigatória de contratação desses profissionais, elas são responsáveis pelo registro em CLT de aproximadamente 33 mil deficientes. Isso sim é o que chamamos de iniciativa e consciência sociais!

Animada  palestra de Melo orienta presentes sobre a Lei

A intenção de Melo foi provar que não é difícil ou impossível aplicar as legislações inclusivas quando elas fazem parte da cultura da empresa. Afinal, “Há cotas para tudo nas corporações. Se a empresa tem um número ‘x’ de funcionários é porque a lei do mercado exigiu que fosse assim”. Infelizmente, 67 anos após a criação da Lei da Aprendizagem, muitos empresários ainda não perceberam que se trata de um progresso natural do mercado: “Todo novo profissional deve ser treinado, ambientado… A aprendizagem nada mais é que o processo de aprendizado constante; é adquirir conhecimentos”. Não lhe parece natural?

Auxiliado pelos jovens IOS  Melo responde perguntas do

Além de uma base profissional sólida – importante para o mercado e para a sociedade – e uma oportunidade para adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos, contratar aprendizes é fundamental para que diversas problemáticas sociais sejam resolvidas – como, por exemplo, o fato da maioria dos crimes violentos ser cometida por jovens ou eles ainda comporem a maior parte do quadro de desempregados brasileiros.

“A legislação veio para facilitar o trabalho das empresas”, declara o palestrante e emenda: “Contratar aprendiz dá lucro, mas depende da cultura da corporação. Algumas preferem contratar mão de obra; outras preferem formar”. Sempre bem-humorado, Melo faz uma apresentação esclarecedora. Embora cheio de brincadeiras, trouxe muitas verdades.

Para conferir o material de apoio desta e de outras palestras do II Congresso IOS de Inclusão de Pessoas com Deficiência e Jovens no Mercado de Trabalho, clique aqui.

9
jun 2011

A barreira por trás da barreira

Que a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho é legal (inclusive no sentido literal), muita gente já sabe. Mas, quando esse processo não acontece com naturalidade, tudo se torna perceptivelmente mais difícil. Na palestra “A inclusão profissional de pessoas com deficiência como ferramenta para a cidadania”, foi possível entender por que a barreira física não é, necessariamente, a mais difícil de ser vencida.

Carolina Ignarra 1 2

“É mais fácil quebrar tijolo ou cabeça?”. O questionamento de Carolina Ignarra, sócia-diretora da consultoria Talento Incluir, colocou o público do II Congresso IOS de Inclusão de Pessoas com Deficiência e Jovens no Mercado de Trabalho para pensar. Aludindo as barreiras físicas e comportamentais que permeiam a sociedade, a palestrante mostrou que informação é moeda valiosa no mercado de trabalho:

“Muitas vezes o gestor nada sabe sobre a deficiência do profissional contratado (como a adquiriu, há quanto tempo…). Não há problema em admitir a falta de preparação para tais mudanças, mas fingir uma naturalidade que não existe não é o melhor caminho”.

A plateia    convocada para uma divertida din  mica

Participante do GEN (Grupo de Estudo de Neuroaprendizagem), Carolina sabe como ninguém que a criação da acessibilidade, realmente, não é fácil – principalmente quando alicerçada em conceitos pré-concebidos: “Há empresas que não contratam cadeirantes para não terem de construir rampas. Mas, contratam surdos sem intérpretes!”. Mesmo que pareça pouco racional, trata-se de uma realidade comum quando não se quer enxergar a barreira por trás da barreira. A solução apontada por ela é simples: “Para quebrar tijolo, é preciso, antes, quebrar cabeças!”.

Segunda palestrante do dia  Carolina tamb  m participou

E como conseguir isso? Desconstruir imagens errôneas é um início. Seja a de que apenas o Governo é o culpado pela problemática da inclusão – “Estamos num país paternalista, que permite a pessoa com deficiência se sentir coitada. O que falta é uma cultura inclusiva” – ou a de que todos somos, de algum modo, deficientes – “As pessoas podem ser ineficientes (o antônimo de eficientes). Mas ambos os termos são diferentes de deficiência”. Ou ainda, a de que é mais cômodo para a empresa contratar profissionais com deficiências leves, ao invés das severas – “Deficiência leve ou severa tem a ver com formação, estímulos, vida social”. Argumentativa, Carolina prova que sempre existe uma forma de reverter esses quadros:

“A deficiência é uma diferença diferente. Socialmente, já crescemos e convivemos com pessoas diferentes de nós. É só uma questão de costume”.

Carolina discute as diversas imagens que circulam no un

Costume, aliás, que deve partir da própria pessoa com deficiência: “Algumas não se assumem, como um mecanismo de negação de sua condição. Ainda não superaram questões familiares, sociais…”, conta a co-autora do livro “Inclusão – conceitos, histórias e talentos das pessoas com deficiência”. Outro ponto a ser avaliado é a “transformação da imagem” que acontece no ambiente de trabalho. Se por um lado as pessoas com deficiência são percebidas como coitadas, no momento em que mostram capacidade semelhante a de qualquer outro profissional acabam por se tornar super-heróis. O ideal é frear a percepção quando a igualdade é atingida.

P  blico se diverte na din  mica que trata da inclus  o

Com tantos argumentos, a palestrante convence que cidadania e trabalho também andam juntas no universo das pessoas com deficiência. Entretanto, “Como a empresa vai se declarar socialmente responsável se não cumpre a legislação?”, provoca. E deixa a dica: “Programas de inclusão estruturados na empresa chamam a atenção, pois os profissionais com deficiência desejarão fazer parte dela, trabalhar nela”. Acima de tudo, a empresa deve ter nítida que o mais importante não é o recrutamento e a seleção em si. Mas, a inclusão.

Para conferir o material de apoio desta e de outras palestras do II Congresso IOS de Inclusão de Pessoas com Deficiência e Jovens no Mercado de Trabalho, clique aqui.

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"Como ex-aluno e atual instrutor do IOS, é gratificante participar do desenvolvimento profissional e tecnológico de tantos jovens."

Rafael Lopes dos Santos
Instrutor de Informática

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