5 dicas incríveis para você começar a investir em acessibilidade!

por Mariana Pezarini, da Hand Talk

Todas as vezes que ouvimos sobre acessibilidade nas empresas, o primeiro pensamento que nos vem à cabeça é “Deve ser caríssimo!”, “Poxa, imagina ter que adaptar toda a empresa, vai demorar muito!“. Pois a verdade mesmo é que, quando as adaptações para pessoas com deficiência são planejadas e incorporadas ao projeto, os gastos com acessibilidade não passam de 0,2% dos gastos gerais. Mesmo quando adaptações são necessárias, o preço delas em comparação ao projeto inicial é muito pequeno – mas, elas fazem uma diferença enorme na vida de quem depende disso para interagir socialmente.

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Investir em acessibilidade não é só um requisito indispensável para que as empresas estejam de acordo com a lei, mas sim uma das características da empresa do futuro, que compreende seu espaço na sociedade e percebe a necessidade de se adequar para se tornar cada vez mais inclusiva, não só com seus colaboradores, da porta para dentro, mas também na sua postura em relação aos seus clientes.

Por isso eu trouxe hoje cinco dicas para você investir em acessibilidade sem perder a cabeça, nem estourar o orçamento. O primeiro passo para você fazer um 2017 mais acessível na sua empresa! Confere aí ????

Planejar é a chave do sucesso!

O planejamento é mesmo a chave do sucesso das grandes empresas. Ter objetivo específicos e traçar um plano até eles é uma receita antiga, mas se seguida à risca, sempre dá certo. Projetos de começo, meio e fim, como adaptações para acessibilidade devem ser seguidos da mesma forma – e se o forem, tendem a gastar menos, além de ficarem prontos dentro do prazo.

Entenda qual é o tipo de adaptação que você deseja fazer – se você ainda está construindo ou começando seu negócio, opte pelo pacote completo. Entenda quais são as adaptações físicas, o que você vai precisar adaptar na estrutura, em seguida, entenda se seus colaboradores estão preparados para atender e/ou trabalhar com pessoas com deficiência. Sua intranet está disponível em Libras – a Língua Brasileira de Sinais? Você tem planos de carreira adaptados para deficientes intelectuais? Você cumpre as porcentagens pedidas pela Lei de Cotas? São algumas perguntas que, colocadas no planejamento, vão fazer o resultado ser muito mais duradouro e eficiente.

Antes tarde do que nunca!

Se você não conseguiu fazer as adaptações logo no começo, não desanime! Entenda primeiro qual é a sua necessidade e faça um plano baseado nisso. Uma boa dica é revisar a Lei Brasileira de Inclusão e ir fazendo alguns tópicos. Você pode categorizar de várias maneiras diferentes – por tipos de deficiência ou tipos de adaptações. Veja o que está no seu orçamento e vá fazendo, mesmo que devagar, mas sempre. A pergunta principal é: como você passa de maneira mais eficiente e acessível a mensagem da sua empresa? É na área arquitetônica, você possui uma grande loja ou espaço que recebe as pessoas de demonstra seus produtos e serviços? Ou você tem um site e sua mensagem é muito mais voltada para comunicação? É importante entender como passar essa mensagem da melhor forma.

A tecnologia é uma grande aliada!

Não é atoa que a LBI – a Lei Brasileira de Inclusão, também conhecido como Estatuto da Pessoa com Deficiência, separou um capítulo inteirinho apenas para falar sobre a sinergia incrível que a tecnologia e a acessibilidade possuem. Não só na hora de passar a mensagem da acessibilidade e procurar dicas, mas a gama de soluções tecnológicas usadas como ferramentas para a acessibilidade é imensa e variada.

Por tudo isso, não tinha como não dar essa dica: use e abuse de recursos tecnológicos para a acessibilidade. E não renegue sua identidade digital! É muito importante que todas as pessoas te achem na internet e para que isso aconteça, sua mensagem deve estar clara e acessível. O pessoal da GoodBros tem várias dicas e uma consultoria específica para acessibilidade digital. Uma parte valiosa da inclusão digital é deixar o conteúdo do seu site acessível em Libras, pois hoje quase 70% dos surdos não compreendem o português, não compreendendo bem também o que a sua empresa comunica.

Os especialistas são os grandes heróis!

É normal não entendermos muito sobre acessibilidade, ainda mais se não existe ninguém com deficiência no nosso círculo de amigos ou familiares. A gente costuma tentar fugir das coisas que não conhece, ou encontrar empecilhos para o que não nos afeta diretamente, meio que ‘deixando pra lá‘. E é por isso que nossa terceira dica é: converse com um especialista.

Hoje, Consultoria em Acessibilidade é um tipo de consultoria bastante específica, mas existem muitos profissionais que prestam esse tipo de serviço, seja na área arquitetônica, na área de acessibilidade digital ou em treinamentos para colaboradores dentro da empresa. O diagnóstico do que precisa ser feito muitas vezes é gratuito e é o primeiro passo (essencial) para começar as adaptações dentro da sua empresa.

Se informar sobre o assunto também é bacana e conhecimento nunca é demais!

O que vale é a ação!

Na hora de falar sobre acessibilidade, intenção não é só o que importa. Materiais ou projetos de má qualidade, audiodescrição não profissional ou tradução para Libras feita de maneira errônea pode muito mais atrapalhar do que ajudar. O que vale mesmo na hora de adaptar sua empresa para acessibilidade é quão comprometido você está para fazer a diferença e a qualidade dessa mudança.

Uma empresa acessível chama pessoas que precisam de acessibilidade, a organização vira referência no meio e é reconhecida. Para que isso aconteça, além de parecer acessível, ela deve o ser, de fato.

Com essas dicas, não tem como adiar mais! Então, mãos à obra!

Quer saber mais dicas? Baixe o E-book da Hand Talk sobre acessibilidade para o crescimento e confira todas as dicas, explicação da Lei de Cotas, da Lei Brasileira de Inclusão além de outros conteúdos imperdíveis para deixar a sua empresa acessível.

Sobre Mariana Pezarini

Formada em Direito pela Universidade Estadual de Londrina e pós graduanda em marketing pela Universidade Cândido Mendes, trabalha como responsável por comunicação e marketing na Hand Talk, uma Startup Social, vencedora do prêmio de melhor aplicativo social do mundo, dado pela ONU. Apaixonada por negócios sociais e cultura de Startups, quer contribuir na quebra de barreiras entre surdos e ouvintes.